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7ª Trilha da Memória percorre a Pequena África e promove reflexão sobre história e equidade racial

                                                                                      Esta foi a sétima edição da Trilha da Memória  Entre ruas históricas da região portuária do Rio e territórios marcados pela resistência negra, cerca de 70 participantes da 7ª edição da “Trilha da Memória:  Uma Jornada pela Pequena África” percorreram, na manhã deste sábado, 23 de maio, um roteiro de resgate histórico e reflexão sobre desigualdades raciais, cidadania e memória coletiva.  Promovida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), por meio do Núcleo de Atenção e Promoção à Justiça Social (Napjus), dos Comitês de Promoção da Igualdade de Gênero e de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios Moral e Sexual e da Discriminação (Cogens) de 1º e 2º grau e do Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), a atividade integra o Programa de Cultivo da Memória e reuniu servidores, magistrados e público externo.  Conduzido pela historiadora, turismóloga e guia de turismo, Tatiana Lima Brandão, o percurso foi pensado para reconstruir simbolicamente o caminho percorrido por pessoas africanas escravizadas que chegavam ao antigo porto do Rio de Janeiro. Ao destacar o propósito da iniciativa, a historiadora ressaltou a importância de ações institucionais voltadas ao resgate da memória histórica e à reflexão sobre os impactos do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas.                                                                        A servidora do TJRJ, Tatiana Lima Brandão (ao centro), conduziu o trajeto  “Minha expectativa é que as pessoas presentes hoje possam olhar para a nossa história, refletir sobre o passado e compreender como ele ainda influencia o presente. Espero que possamos pensar coletivamente em um futuro com mais equidade, igualdade e justiça social”, completa a historiadora.  O percurso passou por marcos históricos da Pequena África e locais ligados ao período escravocrata, como o Cais do Valongo, Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Cemitério dos Pretos Novos, ponto final da caminhada. Para quem participou da trilha, o percurso foi além da visita aos pontos históricos: tornou-se uma oportunidade de olhar para o passado e compreender melhor desafios que permanecem no presente. Assistente social da Equipe Técnica Interdisciplinar de Itaguaí, Viviane Gonçalves participou pela segunda vez da atividade e contou que a primeira edição mudou sua percepção sobre o território onde cresceu.  “Eu nasci e cresci no bairro de Santo Cristo, aqui perto do Morro da Providência, e não conhecia toda a história que envolve esse território. Sabia um pouco, mas não compreendia a dimensão desse apagamento relacionado à escravidão e à memória da população negra”, disse.                                      A assistente social Viviane Gonçalves, 46 anos, com sua sobrinha, Alice de Abreu Carvalho, 7 anos, durante a trilha    Segundo ela, a vivência profissional também reforçou a importância do contato com esse conteúdo. “Como assistente social, preciso compreender melhor as mazelas e as questões sociais que enfrentamos diariamente. Entender esse passado ajuda a compreender desigualdades que permanecem no presente”, afirmou.  Entre os participantes também estavam os residentes jurídicos do TJRJ Luanna Makeda, de 36 anos, e Mateus Bade, de 29. Luana contou que já conhecia o percurso e tinha vontade de participar há bastante tempo devido a um interesse pessoal por questões étnico-raciais.  “Enquanto mulher negra, pesquiso muito sobre essas questões. Eu já havia ​esse passeio de forma autônoma, mas ter alguém explicando, trazendo todo o contexto histórico por trás dessa trilha, torna a experiência muito mais rica”, afirmou.                                    Mateus e Luanna, que estão juntos a quase dois anos, percorreram o trajeto na manhã deste sábado  Já Mateus, que é de Petrópolis, destacou a oportunidade de conhecer aspectos da história do Rio que não fazem parte do cotidiano de quem vive fora da capital. “Apesar da proximidade, a gente não está nessa vivência todos os dias. Então participar tem sido importante para compreender melhor essa história”.  Inspirada no Decreto Municipal nº 34.803/2011, que criou o Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana, a Trilha da Memória busca aproximar o sistema de Justiça de questões sociais e estimular reflexões sobre racismo estrutural, direitos humanos.                                                                              Cerca de 70 pessoas participaram da 7ª edição da Trilha da Memória  VM/MG Fotos: Felipe Cavalcanti/TJRJ 
25/05/2026 (00:00)
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